{"id":2308,"date":"2023-06-01T10:24:49","date_gmt":"2023-06-01T09:24:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/?page_id=2308"},"modified":"2024-12-18T18:55:05","modified_gmt":"2024-12-18T17:55:05","slug":"edicao-2022","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/edicao-2022\/","title":{"rendered":"Edi\u00e7\u00e3o 2022"},"content":{"rendered":"<div class=\"left-content winners\">\n<div><img decoding=\"async\" class=\"title\" src=\"http:\/\/www.premiointermarche.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/separador_vencedores_4a-edicao.png\" alt=\"Os Vencedores\" \/><\/div>\n<div class=\"categorias-avaliacao-projetos block-copy\">\n<h4>Produ\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria<\/h4>\n<p>A iniciativa que reconhece anualmente o que de melhor se faz no setor prim\u00e1rio portugu\u00eas regressou em 2022. Conhe\u00e7a os produtos e os produtores vencedores do Pr\u00e9mio Intermarch\u00e9 Produ\u00e7\u00e3o Nacional deste ano na categoria de Produ\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria.<\/p>\n<h5>Premiado: Salivitae<br \/>\nProduto: Salic\u00f3rnia<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>Salic\u00f3rnia, o \u201cespargo do mar\u201d ou \u201csal verde\u201d que substitui o sal de cozinha<\/strong><\/span><br \/>\nDois profissionais das \u00e1reas de gest\u00e3o de espa\u00e7os rurais e de gest\u00e3o costeira, nomeadamente de salinas, juntaram-se, em 2017, para criarem um projeto de produ\u00e7\u00e3o de Salic\u00f3rnia ramos\u00edssima, uma planta tamb\u00e9m conhecida por \u201csal verde\u201d. O objetivo era a exporta\u00e7\u00e3o deste produto em fresco, sobretudo para a Holanda, B\u00e9lgica e Fran\u00e7a, mercados onde estava sobejamente divulgado, ao contr\u00e1rio do portugu\u00eas. O que n\u00e3o deixa de ser curioso, dado que a salic\u00f3rnia j\u00e1 era usada, pela sua riqueza em vitamina C, no tratamento do escorbuto nas caravelas que cruzavam os mares por altura dos Descobrimentos, embora s\u00f3 as pessoas que trabalhavam em salinas ou pr\u00f3ximo delas \u00e9 que conheciam as suas propriedades culin\u00e1rias. \u00c9 que a planta, al\u00e9m de nutritiva, apresenta um sabor salgado, podendo ser utilizada na cozinha como substituto do vulgar sal marinho, mas com menos teor de s\u00f3dio, o que a torna mais saud\u00e1vel.<br \/>\nTr\u00eas anos mais tarde, o tempo necess\u00e1rio para se certificar como produ\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, a Salivitae deu ent\u00e3o in\u00edcio \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o da sua salic\u00f3rnia e agora os dois s\u00f3cios est\u00e3o a estudar a melhor estrat\u00e9gia para entrarem no mercado nacional, at\u00e9 porque, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas de seca que o pa\u00eds atravessa, este pode ser um tipo de agricultura com futuro. A planta pode ser cultivada em terrenos outrora f\u00e9rteis para as culturas \u201ctradicionais\u201d e hoje abandonados por escassez de \u00e1gua, j\u00e1 que a rega pode ser realizada com \u00e1gua salobra ou salgada. Al\u00e9m disso, explica Hugo Mariano, um dos mentores do projeto instalado em Portim\u00e3o, \u201ceste cultivo tem desperd\u00edcio alimentar zero. O caule comprido da planta, que parece um espargo, divide-se em tr\u00eas partes, cortamos as pontas para venda em fresco, o restante at\u00e9 \u00e0 raiz usamos para fazer \u2018sal verde\u2019 desidratado, que \u00e9 um dos nossos novos produtos derivados, e as ra\u00edzes s\u00e3o comercializadas para ra\u00e7\u00e3o animal\u201d. Um contributo para a prote\u00e7\u00e3o do planeta, que se junta ao facto de a Salivitae produzir toda a energia que gasta na sua atividade, atrav\u00e9s de pain\u00e9is fotovoltaicos que alimentam a explora\u00e7\u00e3o de meio hectare.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Premiado: Tomar Natural<br \/>\nProduto: Spirulina Artesanal<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>A spirulina cultivada de forma artesanal que \u00e9 ben\u00e9fica para a sa\u00fade<\/strong><\/span><br \/>\nFornece energia, reduzindo o cansa\u00e7o, fortalece o sistema imunit\u00e1rio e o sistema cardiovascular e tem propriedades anti-inflamat\u00f3rias, entre outras. Falamos da spirulina (Arthrospira Platensis), uma cianobact\u00e9ria em forma de espiral que vive em meio aqu\u00e1tico. A sua riqueza nutricional e consequentes benef\u00edcios h\u00e1 muito s\u00e3o conhecidos e j\u00e1 nos anos 70 as Na\u00e7\u00f5es Unidas a consideravam um \u201calimento do futuro\u201d. Influenciados pelas suas caracter\u00edsticas, Ana Pereira e o marido resolveram, numa antiga quinta agroflorestal em Tomar, dedicar-se \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o de forma artesanal. Corria o ano de 2018, mas o sonho de instalar um projeto agr\u00edcola nuns terrenos da fam\u00edlia surgiu alguns anos antes quando, ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada a viverem no estrangeiro, onde se conheceram, resolveram regressar. \u201cPens\u00e1mos inicialmente em v\u00e1rios produtos, como cogumelos, frutos vermelhos ou espargos, mas n\u00e3o sentimos grande abertura do mercado\u201d, conta a produtora. Entretanto, tiveram conhecimento pela Comunica\u00e7\u00e3o Social de uma produ\u00e7\u00e3o de spirulina no Algarve e quiseram ver de perto o produto dela resultante. Foi a\u00ed que aprenderam tudo o que sabem sobre esta \u201cmicroalga\u201d, apoio que os motivou a prosseguir caminho. Entretanto, em 2014, \u201ccome\u00e7\u00e1mos a comer spirulina, demo-nos muito bem e quisemos saber mais, o que nos levou a visitar outros produtores na Europa e onde nos depar\u00e1mos com uma grande solidariedade. Percebemos que era um projeto n\u00e3o apenas com vis\u00e3o de neg\u00f3cio em si, mas que tamb\u00e9m tinha valor social e \u00e9tico associado a ele\u201d, acrescenta. Esta seguran\u00e7a permitiu ao casal criar, ent\u00e3o, a Tomar Natural, que j\u00e1 vai na sua quarta \u00e9poca de produ\u00e7\u00e3o. Cultivada em tanques, numa estufa, a spirulina da marca \u00e9 filtrada e prensada antes da desidrata\u00e7\u00e3o, que \u00e9 feita a baixas temperaturas, sendo comercializada em formato de \u201cpalhinha\u201d ou em p\u00f3. Agora, o casal quer continuar a divulgar o seu produto, para mostrar todos os seus benef\u00edcios.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-processados block-copy\">\n<h4>Produtos transformados<\/h4>\n<p>Conhe\u00e7a os produtos e os produtores vencedores da categoria Ideias com Potencial do Pr\u00e9mio Intermarch\u00e9 Produ\u00e7\u00e3o Nacional, a iniciativa que ajuda, h\u00e1 oito edi\u00e7\u00f5es, a revitalizar uma \u00e1rea t\u00e3o importante para a economia como \u00e9 o setor prim\u00e1rio portugu\u00eas.<\/p>\n<h5>Premiado: Servipal<br \/>\nProduto: Cozido d\u2019Aldeia<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>O cozido \u00e0 portuguesa que, num instante, est\u00e1 na mesa.<\/strong><\/span><br \/>\nSusana Santos trabalhou 25 anos como administrativa, sempre a acalentar o sonho de ter um neg\u00f3cio seu. H\u00e1 cerca de nove anos, achou que devia avan\u00e7ar. Envolveu o marido, compraram uma propriedade e decidiram-se por uma unidade de fazer enchidos, at\u00e9 porque havia liga\u00e7\u00f5es familiares ao neg\u00f3cio da carne. Montaram uma f\u00e1brica, criaram a marca Quintinha d\u2019Aldeia e arriscaram tudo. \u201cCome\u00e7\u00e1mos do zero, optando pelos enchidos tradicionais, mas a dada altura senti necessidade de inovar, de fazer diferente e de fazer chegar ao consumidor produtos que n\u00e3o existissem no mercado\u201d, conta.<br \/>\nComo est\u00e3o localizados na zona ribatejana de Pernes, a primeira novidade foi um chouri\u00e7o de touro bravo, comercializado sob a marca Fumeiros da Lez\u00edria, entretanto j\u00e1 medalhado em eventos de gastronomia. A inova\u00e7\u00e3o, acrescenta, \u201ctrouxe reconhecimento, notoriedade e credibilidade aos nossos produtos\u201d. Mas as ideias s\u00e3o, tal e qual as palavras, como as cerejas: v\u00e3o umas atr\u00e1s das outras. Num almo\u00e7o de fam\u00edlia de cozido \u00e0 portuguesa nasce, de uma brincadeira, mais um enchido: o Cozido d\u2019Aldeia. Logo come\u00e7aram a fazer experi\u00eancias at\u00e9 chegarem ao produto que t\u00eam hoje, uma reinterpreta\u00e7\u00e3o do cozido \u00e0 portuguesa \u00e0 moda da Quintinha d\u2019Aldeia: \u201cTem as carnes e os enchidos metidos numa tripa natural de vaca, tudo feito manualmente, e tem o gostinho do nosso cozido. Basta aquecer para estar pronto a servir, devendo ser cortado grosseiramente. Junta-se couves, batatas e cenouras cozidas e, num instante, est\u00e1 na mesa\u201d.<br \/>\nO Cozido d\u2019Aldeia cont\u00e9m chouri\u00e7o de carne e de sangue, morcela, farinheira e v\u00e1rias carnes, todas da regi\u00e3o do Ribatejo. \u201cTer produtos inovadores deixa-me muito feliz. Hoje em dia, quem n\u00e3o procurar inovar e fazer diferente come\u00e7a a ficar para tr\u00e1s\u201d, considera a produtora que est\u00e1 a concorrer ao Pr\u00e9mio Intermarch\u00e9 incentivada pelos dois filhos, que j\u00e1 seguem as pisadas dos pais. A Luana est\u00e1 a estudar Gest\u00e3o e ajuda a m\u00e3e na divulga\u00e7\u00e3o dos produtos, enquanto o Leonardo apoia o pai na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Premiado: Europastry<br \/>\nProduto: Bretzel de ma\u00e7\u00e3 de Alcoba\u00e7a<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>O bretzel de ma\u00e7\u00e3 de Alcoba\u00e7a que homenageia a portugalidade<\/strong><\/span><br \/>\nA Europastry \u00e9 um grupo familiar com sede em Barcelona (Espanha), fundado em 1987 por um empreendedor que soube detetar uma oportunidade de neg\u00f3cio e investiu na tecnologia de frio para satisfazer as necessidades dos consumidores e dos profissionais de padaria e pastelaria. Chegou a Portugal h\u00e1 25 anos, mas nos primeiros 10 n\u00e3o tinha produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria nacional, comercializando apenas os produtos que importava do pa\u00eds de origem. Quando abriu a f\u00e1brica do Carregado, em Alenquer, tudo mudou. Duas linhas de produ\u00e7\u00e3o garantiam um sortido de pastelaria doce e salgada e desde a\u00ed abastecem quer o mercado nacional como o internacional atrav\u00e9s de v\u00e1rios canais de vendas. Tamb\u00e9m come\u00e7aram a desenvolver produtos com receitas originais. Um deles foi o bretzel, um la\u00e7o de massa dinamarquesa com cobertura, primeiro com dois sabores, chocolate e am\u00eandoa, que, entretanto, tem vindo a evoluir. \u201cTem sido um best seller, em vendas nacionais e al\u00e9m-fronteiras\u201d, revela Lu\u00eds Costa, diretor-geral. Em janeiro, abril e setembro a empresa faz campanhas de inova\u00e7\u00e3o internas para lan\u00e7ar novidades no mercado e foi numa destas campanhas, j\u00e1 este ano, que surgiu a ideia de criar um bretzel cujo conceito refor\u00e7asse a portugalidade e que trouxesse consigo o sabor da fruta portuguesa. Foi assim que nasceu o de ma\u00e7\u00e3 de Alcoba\u00e7a.<br \/>\nA Europastry recorre, sobretudo, a mat\u00e9rias-primas de qualidade e locais ou nacionais, por quest\u00f5es de sustentabilidade. Por outro lado, n\u00e3o usa conservantes artificiais, sendo o frio, atrav\u00e9s da congela\u00e7\u00e3o, o garante da conserva\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel dos seus produtos. H\u00e1, tamb\u00e9m, uma preocupa\u00e7\u00e3o social forte, acrescenta o respons\u00e1vel: \u201cAliamos a tecnologia e a tradi\u00e7\u00e3o com uma componente de m\u00e3o de obra grande, fator de empregabilidade local\u201d.<br \/>\nCom o Pr\u00e9mio Intermarch\u00e9 Produ\u00e7\u00e3o Nacional, a marca espera chegar a um grupo ainda mais abrangente de consumidores.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"right-content winners\">\n<div style=\"max-height: 315px;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O--mppiu_SE\" width=\"480\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<div class=\"categorias-legumes block-copy\">\n<h4>Ideias com Potencial<\/h4>\n<p>Conhe\u00e7a os produtos e os produtores candidatos \u00e0 categoria de Ideias com Potencial do Pr\u00e9mio Intermarch\u00e9 Produ\u00e7\u00e3o Nacional, a iniciativa que ajuda, h\u00e1 oito edi\u00e7\u00f5es, a revitalizar uma \u00e1rea t\u00e3o importante para a economia como \u00e9 o setor prim\u00e1rio portugu\u00eas<\/p>\n<h5>Premiado: Planalto Dourado<br \/>\nProduto: Ruibarbo em doce extra<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>O doce de ruibarbo que quer conquistar o paladar dos portugueses<\/strong><\/span><br \/>\nA Planalto Dourado, fundada em 2005, renasce de uma antiga e tradicional casa vit\u00edcola beir\u00e3 de Freixedas (Pinhel), cuja produ\u00e7\u00e3o foi reconvertida em modo biol\u00f3gico. Na fam\u00edlia de Concei\u00e7\u00e3o Matos, a s\u00f3cio-gerente, a quinta, de 45 hectares, sempre se pautou por uma grande diversidade de culturas, umas de regadio, outras de sequeiro, dos frutos aos produtos hort\u00edcolas e \u00e0s plantas arom\u00e1ticas e medicinais. Hoje, com tudo o que produz, oferece uma vasta gama de \u00f3leos essenciais e de doces, onde se inclui o produto a concurso neste Pr\u00e9mio Intermarch\u00e9 Produ\u00e7\u00e3o Nacional: um doce de ruibarbo extra. Pouco divulgado entre n\u00f3s \u2014 o ruibarbo \u00e9 uma hort\u00edcola rica em fibras consumida sobretudo nos pa\u00edses mais a norte do globo, quer da Europa como da Am\u00e9rica \u2014 esta produtora est\u00e1 empenhada a d\u00e1-lo a conhecer aos portugueses. \u201cA maioria das nossas culturas s\u00e3o as tradicionais que se destacam no nosso pa\u00eds e quando inclu\u00edmos o ruibarbo a inten\u00e7\u00e3o foi inovar, fazer diferente, al\u00e9m de, pelo seu sabor acidulado, dar um car\u00e1ter menos adocicado aos doces que produzimos e da\u00ed o misturarmos com frutos\u201d, conta. Recentemente, a marca quis arriscar e fazer um doce de ruibarbo puro, ou seja, sem misturas, que est\u00e1 a ser comercializado sobretudo em lojas biol\u00f3gicas, mas a ideia \u00e9 escalar, j\u00e1 que a produ\u00e7\u00e3o assim o permite. \u201c\u00c9 uma cultura que se expande facilmente de um ano para o outro e acredito que quem o experimenta fica f\u00e3\u201d, explica a gerente.<br \/>\nAs aplica\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias deste vegetal, que deve ser consumido cozinhado devido \u00e0 sua acidez, s\u00e3o v\u00e1rias, sobretudo em sobremesas e doces, mas j\u00e1 h\u00e1 cozinheiros que o integram em pratos principais, pelo que o seu potencial \u00e9 grande. Basta descobri-lo.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Premiado: Quinta dos Fumeiros<br \/>\nProduto: Cacha\u00e7o fumado com queijo de cabra<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>O cacha\u00e7o fumado com queijo de cabra que mistura duas tradi\u00e7\u00f5es minhotas<\/strong><\/span><br \/>\nA Quinta dos Fumeiros \u00e9 uma empresa tradicional que aposta na inova\u00e7\u00e3o e em produtos diferenciadores. Nasceu h\u00e1 23 anos, em Poiares (Ponte de Lima), pela m\u00e3o de tr\u00eas irm\u00e3s para dar seguimento a uma atividade familiar j\u00e1 antiga: a cria\u00e7\u00e3o de su\u00ednos e a produ\u00e7\u00e3o de enchidos. Entretanto, duas das irm\u00e3s acabam por seguir caminhos diferentes e Deolinda Campelo, apaixonada pelo neg\u00f3cio transmitido pela m\u00e3e, fica sozinha \u00e0 frente do projeto de transforma\u00e7\u00e3o de enchidos tradicionais feitos de forma artesanal. Mantendo o foco nos produtos de excel\u00eancia, foi crescendo e diversificando a oferta ao encontro das exig\u00eancias do mercado e dos novos h\u00e1bitos de consumo. Surgiram assim os primeiros enchidos de aves, nomeadamente o chouri\u00e7o e o presunto de peru, o chouri\u00e7o de frango, o peito de pato fumado e fatiado, que s\u00e3o hoje imagem de marca da casa. A par da qualidade, o sabor constitui a grande aposta de diferencia\u00e7\u00e3o (e o segredo) dos enchidos da Quinta dos Fumeiros, tendo por base principal o tempero tradicional minhoto com vinha de alhos e o fumeiro com lenha de azinho.<br \/>\nSempre \u00e0 procura da novidade, recentemente, criou um cacha\u00e7o com queijo amanteigado de vaca da queijaria Senras, uma combina\u00e7\u00e3o de dois produtos ancestrais da regi\u00e3o do Minho. Acabou por inspirar uma nova mistura de sabores que Deolinda Campelo considera \u201co casamento perfeito\u201d: um cacha\u00e7o fumado com queijo de cabra, em formato prato. \u201cFizemos uma parceria com uma pequena queijaria tradicional de Melga\u00e7o, cujos produtos t\u00eam elevada qualidade, e come\u00e7\u00e1mos a realizar experi\u00eancias at\u00e9 alcan\u00e7armos o ponto ideal em sabor. O nosso cacha\u00e7o de porco em conjunto com este queijo de cabra saiu muito bem\u201d, conta a produtora que pretende desenvolver mais parcerias com outras pequenas empresas tradicionais para continuar a inovar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-fruta block-copy\">\n<h4>Men\u00e7\u00e3o honrosa<\/h4>\n<h5>Premiado: Inovfood<br \/>\nProduto: Bagas de sabugueiro desidratadas<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>As bagas de sabugueiro desidratadas que s\u00e3o ben\u00e9ficas para a sa\u00fade<\/strong><\/span><br \/>\nNa regi\u00e3o beir\u00e3 entre os rios T\u00e1vora e Varosa, que abrange v\u00e1rios concelhos, as pequenas bagas do sabugueiro (Sambucus nigra L.) tiveram, em tempos idos, elevado valor comercial. J\u00e1 foram chamadas de \u201couro negro\u201d e eram o neg\u00f3cio de muitos produtores, que as comercializavam sobretudo para a ind\u00fastria vin\u00edcola do Douro. A sua fun\u00e7\u00e3o era dar cor ao vinho. Bruno Cardoso, s\u00f3cio-gerente da Inovfood, que fundou em 2004, nasceu e cresceu entre sabugueiros. Em Salzedas, no concelho de Tarouca, a sua fam\u00edlia est\u00e1 desde h\u00e1 sete gera\u00e7\u00f5es ligada \u00e0 cultura deste arbusto aut\u00f3ctone de flores brancas e bagas pretas. Agora, diz o produtor, \u201ccom as bagas desidratadas, quisemos criar um produto diferenciado que pode competir lado a lado com as bagas de goji e outras, sendo \u00fatil num contexto de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. Temos alguns estudos feitos pela Universidade de Aveiro, da sua influ\u00eancia positiva na diabetes, por exemplo\u201d. A explora\u00e7\u00e3o est\u00e1, entretanto, a ser convertida para produ\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica e as bagas s\u00e3o desidratadas ao sol, sendo, por isso, um produto 100 por cento natural.<br \/>\nA baga do sabugueiro tem um sabor semidoce e pela sua riqueza em nutrientes, entre eles flavonoides e tanino, \u00e9 um antioxidante natural com diversas propriedades, incluindo anti-inflamat\u00f3rias e cicatrizantes. Al\u00e9m do potencial da sua forma desidratada na \u00e1rea da nutri\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, Bruno Cardoso continua a procurar novas ramifica\u00e7\u00f5es para a utiliza\u00e7\u00e3o deste produto, como \u00e9 o caso de compotas e licores, para criar valor acrescentado, ter um neg\u00f3cio sustent\u00e1vel para a pr\u00f3pria regi\u00e3o e trazer benef\u00edcios para as pessoas.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Premiado: Grande Forno<br \/>\nProduto: P\u00e3o do Sabugueiro<\/h5>\n<p><span style=\"display: block; font-size: 11.5pt;\"><strong>O p\u00e3o artesanal de centeio que respeita as antigas tradi\u00e7\u00f5es da aldeia do Sabugueiro<\/strong><\/span><br \/>\nA pouco quil\u00f3metros de Seia, na pequena localidade de Vila Ch\u00e3, faz-se um delicioso p\u00e3o da serra da Estrela, baseado nas antigas tradi\u00e7\u00f5es da ancestral aldeia do Sabugueiro. \u00c9 um p\u00e3o escuro, bastante enfarinhado, cujo segredo est\u00e1 sobretudo na mat\u00e9ria-prima (centeio da regi\u00e3o), e nos m\u00e9todos tradicionais com que \u00e9 amassado (linha de montagem manual) e cozido (forno a lenha), o que o torna \u00fanico. \u00c9 assim que lavra a receita original, onde a padaria e pastelaria Grande Forno se inspirou, ainda no tempo da Branquinho &amp; Branquinho, a antiga panificadora que, com uma nova ger\u00eancia e imagem deu origem, h\u00e1 cerca de dois anos, \u00e0 atual empresa. Ficaram as pessoas e o saber, para que a tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se perca. O P\u00e3o do Sabugueiro, refere Nuno Ramos, gerente, \u201c\u00e9 extremamente saboroso e rico no paladar, proporcionando uma enorme satisfa\u00e7\u00e3o. Embora tradicional, est\u00e1 perfeitamente adaptado aos novos gostos e tend\u00eancias do mercado e tem todo o potencial para se tornar uma refer\u00eancia ao n\u00edvel nacional, tal como o P\u00e3o Alentejano, o P\u00e3o de Mafra ou o de Rio Maior. Merece, por isso, todo o destaque que lhe puder ser dado, porque apenas falta que seja conhecido e apreciado pelos consumidores\u201d.<br \/>\nA Grande Forno recorre ao frio, em concreto \u00e0 ultracongela\u00e7\u00e3o, como m\u00e9todo de conserva\u00e7\u00e3o, mas comercializa o produto em fresco localmente, \u201caguentando\u201d cinco a seis dias em boas condi\u00e7\u00f5es de consumo. Vai muito bem sozinho, simples ou acompanhando doces ou salgados, sendo ideal para torradas ao pequeno-almo\u00e7o, para acompanhar uma refei\u00e7\u00e3o ou mesmo para fazer umas tostas ou um lanche, como base da refei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAl\u00e9m do P\u00e3o do Sabugueiro, a Grande Forno produz outros produtos regionais como a broa serrana, biscoitos da serra, de canela, de azeite e mel e, ainda, a queijada da Serra da Estrela, uma receita original \u00e0 base de requeij\u00e3o de ovelha, criada em parceria com a Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-legumes block-copy\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria A iniciativa que reconhece anualmente o que de melhor se faz no setor prim\u00e1rio portugu\u00eas regressou em 2022. Conhe\u00e7a os produtos e os produtores vencedores do Pr\u00e9mio Intermarch\u00e9 Produ\u00e7\u00e3o Nacional deste ano na categoria de Produ\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria. 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