{"id":1927,"date":"2020-05-18T12:19:57","date_gmt":"2020-05-18T11:19:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2020\/?page_id=1927"},"modified":"2024-12-18T18:53:37","modified_gmt":"2024-12-18T17:53:37","slug":"edicao-2019","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/edicao-2019\/","title":{"rendered":"Edi\u00e7\u00e3o 2019"},"content":{"rendered":"<div class=\"left-content winners\">\n<div><img decoding=\"async\" class=\"title\" src=\"http:\/\/www.premiointermarche.pt\/2017\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/separador_vencedores_4a-edicao.png\" alt=\"Os Vencedores\" \/><\/div>\n<div class=\"categorias-legumes block-copy\">\n<h4>Ideias com Potencial<\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-legumes block-copy\">\n<h5>Premiado: Engenho dos Paladares, Lda<br \/>\nProduto: Queijos Paladares Paroquiais<\/h5>\n<p>H\u00e1 oito anos, o padre Samuel Guedes quis criar uma empresa que pudesse dar oportunidade de emprego a desempregados (sobretudo de longa dura\u00e7\u00e3o) e com os seus lucros ajudar os centros sociais e paroquiais de Fraz\u00e3o, Arreigada e Ferreira. Na altura, a desativa\u00e7\u00e3o de uma antiga queijaria da regi\u00e3o tinha-lhe dado o f\u00f4lego de que necessitava para avan\u00e7ar com o projeto. Aproveitou o know-how de algumas pessoas que estavam ligadas \u00e0 mesma e &#8220;ressuscitou-a&#8221;. Deu-lhe o nome de Engenho dos Paladares, est\u00e1 sediada em Arreigada (Pa\u00e7os de Ferreira) e, al\u00e9m de queijos, sob a marca Paladares Paroquiais tamb\u00e9m faz biscoitos, compotas e licores. Hoje, \u00e9 gerida pelo p\u00e1roco que lhe sucedeu, Jo\u00e3o Pedro Ribeiro, que desde que assumiu fun\u00e7\u00f5es, em dezembro de 2018, continua a inovar.<br \/>\nOs queijos, apenas de leite de vaca, diferenciam-se pelas v\u00e1rias combina\u00e7\u00f5es de paladares. &#8220;Quem aprecia uma boa t\u00e1bua de queijos gosta de um bom cruzamento de sabores&#8221;, diz. Combina\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde or\u00e9g\u00e3os e alho, pirip\u00edri, salm\u00e3o ou presunto\u2026 sendo que neste momento est\u00e3o a ser feitas experi\u00eancias com diversos tipos de sementes, mas a receita base j\u00e1 est\u00e1 finalizada. E como nem s\u00f3 de sabores vive este queijo pacense, do amanteigado ao curado, a oferta \u00e9 variada. O mais recente tem tr\u00eas meses de cura. Agora, o objetivo passa por ampliar as atuais instala\u00e7\u00f5es, para produzir mais e assim chegar a todo o pa\u00eds e at\u00e9 exportar.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-avaliacao-projetos block-copy\">\n<h4>Produtos transformados<\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-avaliacao-projetos block-copy\">\n<h5>Premiado: Miguel Gon\u00e7alo de Barros e Vasconcelos Guisado<br \/>\nProduto: Aguardente de Perada de Pera Rocha &#8220;Old Nosey&#8221;<\/h5>\n<p>Os pomares instalados na encosta bas\u00e1ltica do Monte Socorro, na zona oeste de Portugal, ter\u00e3o servido de principal centro de observa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, durante a defesa das Linhas de Torres Vedras ent\u00e3o constru\u00eddas.<br \/>\nMuitas dessas \u00e1rvores de fruto, com perto de 160 anos, fazem ainda hoje parte da Quinta da P\u00f3voa, uma propriedade com 63 hectares, localizada em Aldeia da Serra (Turcifal), ent\u00e3o quartel-general das tropas e por onde ter\u00e1 passado o c\u00e9lebre general brit\u00e2nico Wellington. Da\u00ed o nome (Old Nosey) daquela que \u00e9 atualmente uma marca de aguardente de perada de pera-rocha. O projeto nasceu pela m\u00e3o do propriet\u00e1rio da quinta, Miguel Guisado, cujos antepassados j\u00e1 ali se dedicavam \u00e0 lavoura, com o objetivo de escoar a produ\u00e7\u00e3o da pera oriunda destes pomares antigos e tradicionais de sequeiro e elevada qualidade, produzindo uma bebida espirituosa premium. &#8220;Foi h\u00e1 cerca de seis anos que comecei a fazer experi\u00eancias at\u00e9 chegar ao produto diferenciador que temos hoje e que tem todas as condi\u00e7\u00f5es para ser um sucesso&#8221;, refere o produtor.<br \/>\nCom uma produ\u00e7\u00e3o anual de pera-rocha pr\u00f3xima das 40 toneladas e uma capacidade para destilar cerca de cinco mil garrafas de aguardente, a aposta recai agora na divulga\u00e7\u00e3o da marca, registada no final de 2018, para crescer tando no mercado nacional como internacional.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Premiado: B\u00e9z\u00e9 Arte e Decora\u00e7\u00e3o Lda<br \/>\nProduto: Queijo de Cabra Artesanal Biol\u00f3gico<\/h5>\n<p>As tradi\u00e7\u00f5es queijeiras artesanais da fam\u00edlia foram uma inspira\u00e7\u00e3o para, em 2018, Anabela Gaspar agarrar no projeto &#8220;Queijo da Fonte&#8221;. Afamado por ser amanteigado e ter pouco sal, pouco comum num queijo de cabra, a hist\u00f3ria deste produto de sabor intenso e textura aveludada remonta, no entanto, h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada, quando os antigos propriet\u00e1rios da queijaria que o produzia procuraram desenvolver um queijo de excel\u00eancia e \u00fanico. &#8220;Gost\u00e1vamos muito deste queijo, o \u00fanico amanteigado de cabra que conhecemos, pelo que quando soubemos que os donos queriam fechar a queijaria decidimos aprender a faz\u00ea-lo e ficar com a mesma&#8221;, revela esta produtora do Ladoeiro (Idanha-a-Nova) que, al\u00e9m disso, pretende acrescentar valor e criar din\u00e2mica econ\u00f3mica nesta biorregi\u00e3o da Beira Baixa.<br \/>\nO leite usado na sua confe\u00e7\u00e3o est\u00e1 certificado como biol\u00f3gico, o que n\u00e3o acontecia anteriormente, e \u00e9 oriundo exclusivamente de explora\u00e7\u00f5es das redondezas, cujos caprinos pastoreiam livremente em pastagens naturais. Como tem pouco sal e \u00e9 fabricado artesanalmente (n\u00e3o h\u00e1 dois queijos iguais), implica uma componente manual mais trabalhosa. &#8220;\u00c9 preciso trat\u00e1-lo com mimo, mas vale a pena, pois confere ao queijo uma maior qualidade&#8221;, explica Anabela. O projeto prev\u00ea, no futuro e numa perspetiva de economia circular, aproveitar o soro do leite na sua totalidade, em subprodutos como iogurte, queijo fresco, manteiga e requeij\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"alt-blue block-copy\">\n<h4><\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"right-content winners\">\n<div style=\"max-height: 315px;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WyxF03wQ68Q\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/div>\n<div class=\"categorias-fruta block-copy\">\n<h4>Inova\u00e7\u00e3o em Embalagem<\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-fruta block-copy\">\n<h5>Premiado: Arv\u00f3lea, Sociedade Unipessoal<br \/>\nProduto: Azeite Biol\u00f3gico &#8220;Arv\u00f3lea&#8221;<\/h5>\n<p>A cultura de azeite em Portugal perde-se no tempo, estando muito enraizada nas gentes da regi\u00e3o de Tr\u00e1s-os-Montes e na fam\u00edlia de V\u00edtor Baptista, que desde sempre se dedicou \u00e0 produ\u00e7\u00e3o daquele &#8220;n\u00e9ctar dourado&#8221;, como tamb\u00e9m \u00e9 conhecido o produto extra\u00eddo da azeitona. &#8220;Tem a ver com as minhas ra\u00edzes, sempre tivemos azeite em casa e sempre se produziu azeite das nossas oliveiras&#8221;, recorda o produtor de Macedo do Mato (Bragan\u00e7a), que quer perpetuar a tradi\u00e7\u00e3o com um azeite diferente, de uma variedade cuja qualidade tem sido desvalorizada e que por isso pretende reabilitar: a santulhana.<br \/>\nA aventura come\u00e7ou h\u00e1 cerca de dois anos, quando resolveu fazer gelado deste azeite e d\u00e1-lo a degustar numa feira da regi\u00e3o. A iniciativa despertou o interesse de muitas pessoas e tamb\u00e9m de um professor reformado do Instituto Polit\u00e9cnico de Bragan\u00e7a que sempre acreditou no valor da santulhana, mas que, no entanto, nunca at\u00e9 ali tinha encontrado um produtor que quisesse desenvolver um azeite a partir desta azeitona aut\u00f3ctone. De imediato estabeleceu contacto entre dois dos seus disc\u00edpulos e V\u00edtor Baptista, uma parceria que viria a tornar-se muito valiosa para o desenvolvimento do projeto Arv\u00f3lea.<br \/>\nA verdade \u00e9 que este azeite, com um picante forte e sabor &#8220;verde&#8221;, trabalhado no lagar A Roda das Del\u00edcias e apresentado numa embalagem de design exclusivo, j\u00e1 ganhou v\u00e1rias medalhas em concursos internacionais. Uma aposta ganha e um exemplo de que acreditar \u00e9 o primeiro passo para fazer acontecer.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Men\u00e7\u00e3o honrosa: Goomato &#8211; Horticilha Agro-Industria SA<br \/>\nProduto: Tomate biol\u00f3gico<\/h5>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es climat\u00e9ricas e de solo de Cilha Queimada (Alcochete, Set\u00fabal), pr\u00f3ximo da Reserva Natural do Estu\u00e1rio do Tejo, cativaram, em 1995, um investidor sueco que aqui pretendia produzir tomate no inverno para complementar a produ\u00e7\u00e3o de ver\u00e3o que tinha na Su\u00e9cia, com o objetivo de fornecer o mercado escandinavo. Foi assim o in\u00edcio de um neg\u00f3cio que mudou v\u00e1rias vezes de m\u00e3os, que evoluiu e se especializou, sobretudo em produ\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, chegando ao que \u00e9 hoje. Mas se at\u00e9 2018 o tomate aqui produzido era quase na sua totalidade direcionado para os mercados internacionais, a entrada de um novo player, o Grupo Hortipor, veio mudar o paradigma.<br \/>\nA estrat\u00e9gia de comercializa\u00e7\u00e3o da Horticilha passa agora pela aposta no mercado nacional, marcando a diferen\u00e7a pela excel\u00eancia e diversidade da oferta, que inclui variedades exclusivas \u2014 como o tomate-p\u00farpura, de gosto surpreendente, ou o cherry-rom\u00e2ntico, em forma de cora\u00e7\u00e3o \u2014 selecionadas pelo seu sabor e valor nutricional excecionais. \u00c9 neste contexto que surge o Goomato (good tomato), um projeto que &#8220;pretende aliar o sabor genu\u00edno deste alimento \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do ambiente, com um modo de cultivo ecol\u00f3gico e saud\u00e1vel e uma embalagem original 100% recicl\u00e1vel que o consumidor venha a reconhecer facilmente&#8221;, explica Paulo Neto, o respons\u00e1vel das Opera\u00e7\u00f5es. Produzido com muito amor, durante o ano inteiro, em quase uma dezena de hectares de estufa e colhido de forma natural, o Goomato \u00e9, parafraseando o lema da marca, &#8220;simplesmente tomate bio&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-processados block-copy\">\n<h4>Produ\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria<\/h4>\n<\/div>\n<div class=\"categorias-processados block-copy\">\n<h5>Premiado: Jos\u00e9 Augusto Roque do Ros\u00e1rio Az\u00f3ia<br \/>\nProduto: Gr\u00e3o de Bico &#8220;Casal do Vouga&#8221;<\/h5>\n<p>Filho e neto de agricultores, Jos\u00e9 Azoia &#8220;herdou&#8221; o gosto por lavrar a terra e tamb\u00e9m uma variedade de gr\u00e3o-de-bico cuja semente est\u00e1 h\u00e1 d\u00e9cadas na fam\u00edlia \u2014 a Casal Vouga, nome que homenageia a primeira fazenda adquirida pelo pai. Jos\u00e9 ainda chegou a frequentar a Escola Agr\u00e1ria, mas em 2006, e sempre ligado \u00e0 agricultura, resolveu emigrar. Angola e Fran\u00e7a foram os destinos escolhidos e a experi\u00eancia valeu-lhe um conjunto de ensinamentos pr\u00e1ticos e t\u00e9cnicos que se revelariam preciosos no futuro. &#8220;Aprendi muito!&#8221;, diz. H\u00e1 cerca de quatro anos regressa a Portugal, \u00e0 regi\u00e3o que o viu crescer, instalando-se perto de Cas\u00e9vel (Santar\u00e9m) como jovem agricultor, determinado a dar continuidade \u00e0 atividade dos seus ascendentes, que j\u00e1 cultivavam o gr\u00e3o-de-bico, entre outras culturas, em modo de produ\u00e7\u00e3o de sequeiro.<br \/>\nA Casal Vouga, segundo explica o seu produtor, \u00e9 uma variedade que se diferencia da concorr\u00eancia pelo seu calibre maior e por cozer facilmente. No entanto, a grande mais-valia deste projeto est\u00e1 na dinamiza\u00e7\u00e3o de uma cultura em desuso, sobretudo no Ribatejo, ao mesmo tempo que abre as portas a outros agricultores para que possam usufruir dela. &#8220;A minha semente est\u00e1 a proporcionar mais uma fonte de rendimento, n\u00e3o apenas a mim como a outros agricultores da regi\u00e3o, que s\u00e3o meus parceiros. Al\u00e9m disso, queremos fazer o melhor que soubermos e sermos reconhecidos por isso&#8221;, revela Jos\u00e9, com o orgulho de ver, assim, desenvolver&#8211;se todo um trabalho geracional que n\u00e3o quis que se perdesse nos tempos. Pelo menos no seu.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Premiado: Joaquim Ant\u00f3nio Isidro Far\u00f3fia<br \/>\nProduto: Mel de Rosmaninho &#8220;Margens do Alqueva&#8221;<\/h5>\n<p>Joaquim Far\u00f3fia era construtor, mas a \u00faltima crise econ\u00f3mica levou-o a seguir outros caminhos, e, de hobby, a apicultura passou a ser, desde 2016, a sua principal ocupa\u00e7\u00e3o. Na altura tinha meia d\u00fazia de colmeias, hoje conta com quase 1200. &#8220;Eu sabia que me conseguia governar&#8221;, assegura este produtor de Reguengos de Monsaraz, que produz por ano cerca de 27 toneladas de mel de rosmaninho (planta aut\u00f3ctone da regi\u00e3o).<br \/>\nJoaquim conhece as abelhas como ningu\u00e9m e trata-as com todo o carinho, para garantir a manuten\u00e7\u00e3o do &#8220;ex\u00e9rcito&#8221; e a produ\u00e7\u00e3o, chegando a aliment\u00e1-las, a fazer cria\u00e7\u00e3o de abelhas-rainhas e a ajudar no acasalamento. Todo o seu conhecimento sobre estes insetos voadores, t\u00e3o importantes para o planeta nos processos de poliniza\u00e7\u00e3o, vem dos livros e do gosto particular por esta tem\u00e1tica e pela Natureza em geral.<br \/>\nO &#8220;n\u00e9ctar dos deuses&#8221; (como tamb\u00e9m \u00e9 conhecido o mel desde a Antiguidade) deste produtor alentejano chama-se Margens do Alqueva e j\u00e1 participou em dois concursos, de onde saiu vencedor: o \u00faltimo foi na Feira da Agricultura de 2019, tendo arrecadado duas medalhas \u2014 uma de prata, na categoria de Mel de Rosmaninho, e outra de ouro, na categoria de Embalagens de Mel, devido \u00e0 originalidade do r\u00f3tulo, desenhado pela filha. Atualmente embalado numa melaria certificada no Montijo, o grande objetivo de Joaquim Far\u00f3fia para o futuro \u00e9 certificar a sua pr\u00f3pria melaria, at\u00e9 porque, considera, &#8220;\u00e9 uma mais-valia para a terra&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Men\u00e7\u00e3o honrosa: Q\u00caP\u00caT\u00ca, Produ\u00e7\u00e3o e Comercializa\u00e7\u00e3o de Produtos Alimentares, Lda<br \/>\nProduto: Quinoa em gr\u00e3o<\/h5>\n<p>J\u00e1 foram quatro, mas hoje s\u00e3o s\u00f3 tr\u00eas os amigos e s\u00f3cios, todos ligados \u00e0 \u00e1rea agr\u00edcola, que h\u00e1 seis anos se juntaram para cultivarem, em modo biol\u00f3gico, aquela que acreditavam ser a primeira planta\u00e7\u00e3o de quinoa em Portugal. Mas inicialmente nem sequer conheciam o produto.<br \/>\nA ideia da sua produ\u00e7\u00e3o surgiu aquando do Ano Internacional da Quinoa (2013), tendo sido nessa altura que &#8220;descobriram&#8221; esta planta antiqu\u00edssima, origin\u00e1ria dos Andes, na Am\u00e9rica do Sul, que foi atravessando oceanos e continentes at\u00e9 ser adotada em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo, nomeadamente na Europa, onde recentemente foram desenvolvidas algumas variedades. No entanto, por c\u00e1 pouco ou nada se sabia sobre este gr\u00e3o muito rico em prote\u00ednas, pelo que n\u00e3o foi f\u00e1cil arranjar as sementes. &#8220;Felizmente, descobrimos dois contactos, um em Fran\u00e7a e outro na Dinamarca&#8221;, recorda Nuno Rodrigues, um dos s\u00f3cios da Q\u00eaP\u00eaT\u00ea. Desde a\u00ed, foram fazendo experi\u00eancias. &#8220;N\u00e3o t\u00ednhamos qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre como conduzir esta cultura na Europa e muito menos em Portugal. Fizemos tudo por tentativa e erro&#8221;, acrescenta o produtor.<br \/>\nEm 2016 conseguiram, finalmente, afinar a cultura e alcan\u00e7ar a primeira produ\u00e7\u00e3o. Hoje t\u00eam uma \u00e1rea de cultivo de 14 hectares, pr\u00f3xima de Barcelos, e a produ\u00e7\u00e3o de cerca de 40 toneladas\/ano j\u00e1 n\u00e3o chega para satisfazer a procura. &#8220;Acreditamos que iremos crescer, temos de crescer porque o mercado o est\u00e1 a exigir. Temos um bom produto, com muita qualidade, sabemos o que estamos a consumir, tudo a um pre\u00e7o competitivo&#8221;, remata.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ideias com Potencial Premiado: Engenho dos Paladares, Lda Produto: Queijos Paladares Paroquiais H\u00e1 oito anos, o padre Samuel Guedes quis criar uma empresa que pudesse dar oportunidade de emprego a desempregados (sobretudo de longa dura\u00e7\u00e3o) e com os seus lucros ajudar os centros sociais e paroquiais de Fraz\u00e3o, Arreigada e&hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1927","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1927","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1927"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1927\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2445,"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1927\/revisions\/2445"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.premiointermarche.pt\/2023\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}